Correios lideram déficit das estatais; setor nuclear aparece em seguida
Os Correios seguem como a principal preocupação entre as empresas estatais federais não dependentes, concentrando a maior parte do déficit do setor, segundo avaliação do especialista em contas públicas Murilo Viana. Na sequência aparecem empresas do setor nuclear, como a Eletronuclear, além da Infraero, Casa da Moeda e companhias portuárias.
Dados do Banco Central mostram que o déficit dessas estatais aumentou significativamente nos últimos anos. O resultado negativo passou de R$ 171,8 milhões em junho de 2022 para R$ 1,5 bilhão em 2023, R$ 1,7 bilhão em 2024 e atingiu o pico de R$ 2,6 bilhões em junho de 2025. Em junho de 2026, o déficit recuou para R$ 1,5 bilhão, mas ainda permanece muito acima dos níveis registrados há quatro anos.
Segundo o especialista, os Correios representam o principal desafio financeiro entre as estatais e dificilmente passarão por mudanças estruturais ainda em 2026, devido ao calendário eleitoral e às discussões envolvendo privatizações, concessões e reestruturação das empresas públicas.
Viana também alerta que, caso os Correios deixem de ser classificados como empresa estatal não dependente, a companhia passará a depender de recursos do Tesouro Nacional para custear suas despesas, aumentando a pressão sobre as contas públicas.
Fonte: Jornal O Sul.
