Argentina renova acordo de swap cambial com a China por cinco anos
A renovação ocorre em um contexto no qual o Banco Central da Argentina (BCRA) busca aumentar suas reservas internacionais com vistas às eleições presidenciais de outubro de 2027, que na Argentina costumam ser marcadas por maior volatilidade nos mercados e turbulências financeiras.
A extensão do prazo de vencimento do novo acordo "permitirá dar uma maior previsibilidade sobre a continuidade desta ferramenta", informou o BCRA em um comunicado.
O Banco Central acrescentou que permanece vigente a ativação de 35 bilhões de iuanes (aproximadamente 25,5 bilhões de reais), realizada no começo de 2023, e renovada em 2024 e 2025 destinada a "apoiar a estabilidade financeira na Argentina" e "dar suporte ao comércio e ao investimento" entre os dois países.
A Argentina também assinou em 2025 um swap de moedas com os Estados Unidos por 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 110 bilhões, na cotação da época), antes das eleições legislativas de outubro daquele ano.
Durante a campanha que o levou à Presidência em 2023, o presidente argentino, Javier Milei, prometeu que não faria "negócios com a China", nem "com nenhum comunista". Após sua eleição, adotou uma postura mais pragmática, apesar de seu alinhamento com o presidente americano, Donald Trump.
Este guinada se consolidou após a renovação, em 2024 e 2025, do montante ativado pelo swap.
"Uma coisa é a geopolítica e depois está a questão comercial", disse Milei no início de 2026. "Isso não quer dizer que eu não esteja profundamente alinhado geopoliticamente com os Estados Unidos", acrescentou.
A China é a principal origem das importações argentinas, enquanto fica atrás do Brasil entre os destinos da exportação.
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