Taxas dos DIs têm altas leves após abertura em atraso na B3


Por Fabricio de Castro

31 Jul (Reuters) - As taxas dos DIs exibem altas leves neste início de tarde de sexta-feira, tendo começado a operar com atraso, pouco depois das 12h40, em função de problema técnico na B3, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries sustentavam altas firmes.

Às 12h50, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,93%, com alta de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,89% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,715%, com elevação de 4 pontos-base ante 14,675%.

No início do dia, a B3 relatou um atraso na abertura de negociação de ativos em geral "em decorrência do atraso no envio dos arquivos e na abertura da Câmara B3". Os ativos cambiais começaram a ser negociados às 9h35, mas os demais seguiram parados, incluindo os DIs.

Posteriormente, a B3 informou que a retomada da negociação de todos os ativos e contratos ocorreria às 12h30. No caso dos DIs, a abertura de fato ocorreu após as 12h40.

Após a abertura, as taxas futuras nos contratos a partir de janeiro de 2028 operavam com altas leves ante os ajustes da véspera no Brasil.

O movimento está em sintonia com o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, pela terceira sessão consecutiva, com os agentes ainda reagindo à decisão de política monetária do Federal Reserve, na última quarta-feira.

Desde que o Fed manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75%, com o chair Kevin Warsh não demonstrando disposição para subir a taxa, surgiu uma forte onda de venda de títulos norte-americanos, o que impulsionou os rendimentos.

Às 12h50, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 7 pontos-base, a 4,733%.

No Brasil, no início do dia o Banco Central informou que a dívida bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 81,9% em junho, ante 81,0% no mês anterior.

No mês, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$55,313 bilhões, acima dos R$49,8 bilhões projetados em pesquisa da Reuters com economistas.

(Edição de Eduardo Simões)