Subvenções custarão R$1,3 bi por mês para gasolina e R$5,5 bi para diesel, diz ministro do Planejamento
BRASÍLIA, 24 Jul (Reuters) - O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse nesta sexta-feira que as subvenções implementadas pelo governo para suavizar preços de combustíveis terão custo de aproximadamente R$1,3 bilhão por mês no caso da gasolina e de cerca de R$5,5 bilhões ao mês para o diesel.
Em entrevista coletiva para comentar projeções fiscais do governo, ao lado de Moretti, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, disse que a alta recente na cotação do petróleo deve, por outro lado, aumentar as receitas do governo. Ela ponderou que o cenário ainda é incerto e volátil.
Estão em vigor no momento uma subvenção de R$1,12 por litro de diesel, com validade de 60 dias, e um benefício de R$0,44 por litro de gasolina, que valerá por pouco mais de 30 dias.
"Nossa pretensão é retirar os apoios tão logo a situação se normalize", disse Moretti, acrescentando que o governo não vê, neste momento, necessidade de retomar a outra subvenção que já esteve em vigor para o diesel, de R$0,35 por litro.
"Mesmo com o acontecimento do aumento do Brent, os preços nacionais de derivados e os preços finais ao consumidor ainda não sofreram uma variação de patamar que justifique a retomada", afirmou.
Na entrevista, Moretti afirmou que o Brasil foi bem-sucedido na suavização de preços diante do choque do petróleo, com as medidas do governo colaborando com a tarefa do Banco Central de domar a inflação.
Medida adotada pelo governo para manter o petróleo no mercado interno em meio a uma elevação de ganhos das empresas do setor, o imposto de exportação do petróleo teve "boa performance" no início de sua vigência e deve render R$15,6 bilhões ao governo no prazo de quatro meses, disse Freire.
De acordo com Moretti, o governo também reavaliará o tributo sobre a exportação de petróleo quando houver uma normalização dos preços internacionais da commodity.
(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)
Em entrevista coletiva para comentar projeções fiscais do governo, ao lado de Moretti, a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, disse que a alta recente na cotação do petróleo deve, por outro lado, aumentar as receitas do governo. Ela ponderou que o cenário ainda é incerto e volátil.
Estão em vigor no momento uma subvenção de R$1,12 por litro de diesel, com validade de 60 dias, e um benefício de R$0,44 por litro de gasolina, que valerá por pouco mais de 30 dias.
"Nossa pretensão é retirar os apoios tão logo a situação se normalize", disse Moretti, acrescentando que o governo não vê, neste momento, necessidade de retomar a outra subvenção que já esteve em vigor para o diesel, de R$0,35 por litro.
"Mesmo com o acontecimento do aumento do Brent, os preços nacionais de derivados e os preços finais ao consumidor ainda não sofreram uma variação de patamar que justifique a retomada", afirmou.
Na entrevista, Moretti afirmou que o Brasil foi bem-sucedido na suavização de preços diante do choque do petróleo, com as medidas do governo colaborando com a tarefa do Banco Central de domar a inflação.
Medida adotada pelo governo para manter o petróleo no mercado interno em meio a uma elevação de ganhos das empresas do setor, o imposto de exportação do petróleo teve "boa performance" no início de sua vigência e deve render R$15,6 bilhões ao governo no prazo de quatro meses, disse Freire.
De acordo com Moretti, o governo também reavaliará o tributo sobre a exportação de petróleo quando houver uma normalização dos preços internacionais da commodity.
(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)