Governo federal não vê necessidade de retornar subvenção ao diesel mesmo com escalada da guerra


A equipe econômica do governo federal avalia que não será necessário retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, mesmo diante da nova alta das tensões entre Estados Unidos e Irã e dos impactos sobre o preço internacional do petróleo.

Segundo integrantes da área econômica, com o barril do petróleo em torno de US$ 80, os efeitos sobre os combustíveis ainda são considerados moderados. A avaliação é de que o governo possui instrumentos suficientes para lidar com eventuais impactos, além de já existir uma medida de apoio vigente de R$ 1,12 para o diesel.

Em relação à gasolina, a possível retirada de subsídios também não deve ocorrer neste momento, devido à instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio. O governo descartou ainda uma nova utilização do PLP dos combustíveis, proposta que permitiria reduzir impostos sobre combustíveis usando a arrecadação extra gerada pela alta do petróleo.

O cenário de preocupação aumentaria caso o barril ultrapassasse ou permanecesse próximo de US$ 90, segundo fontes ouvidas pela reportagem. Até lá, a estratégia é acompanhar o mercado e utilizar as medidas já existentes.

A pressão sobre os preços aumentou após novas tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país assumiria o controle da segurança da região e sugeriu uma cobrança pelo serviço.

Além disso, o mercado acompanha outros fatores que podem afetar a oferta global de energia, como restrições às exportações de combustíveis da Rússia e ataques contra estruturas energéticas.

Com o aumento das incertezas, o petróleo Brent registrou alta superior a 4%, ultrapassando os US$ 79 por barril, refletindo o temor de redução no fornecimento mundial.

Fonte: Jornal O Sul