FMI aumenta previsão de crescimento do Brasil e da China, mas reduz a do mundo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as projeções de crescimento econômico de Brasil e China, mas reduziu a estimativa para a economia global, citando o aumento das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, além da fragmentação do comércio internacional, da volatilidade dos mercados financeiros e dos impactos da inteligência artificial.

Para o Brasil, a previsão de crescimento do PIB em 2026 passou de 1,9% para 2,4%. Já para 2027, a estimativa foi elevada de 2% para 2,2%. O FMI atribui o desempenho à resiliência da atividade econômica, mesmo em um cenário internacional marcado por juros elevados e tensões geopolíticas. As projeções também ficaram acima das estimativas do Ministério da Fazenda (2,3%) e do Banco Central (2%).

A China também teve suas perspectivas melhoradas. O crescimento esperado para 2026 passou de 4,4% para 4,6%, enquanto a previsão para 2027 subiu de 4% para 4,1%, impulsionada pelo setor de tecnologia e por medidas de estímulo adotadas pelo governo.

Em contrapartida, o FMI reduziu a previsão de crescimento da economia mundial de 3,1% para 3% em 2026. Para 2027, a expectativa é de expansão de 3,4%, ainda abaixo dos níveis registrados nos anos anteriores.

O relatório destaca que a guerra no Oriente Médio continua sendo um dos principais riscos para a economia global, especialmente por pressionar os preços da energia e afetar as cadeias de abastecimento. Segundo o FMI, os preços da energia permanecem cerca de 25% acima do patamar anterior ao conflito.

Entre as principais economias, a projeção para os Estados Unidos foi mantida em 2,3%, enquanto a zona do euro teve sua expectativa reduzida de 1,1% para 0,9%. Já a Índia continua com a maior taxa de crescimento entre as grandes economias, embora sua projeção tenha sido levemente revisada de 6,5% para 6,4%.

Fonte: Jornal O Sul