Economistas reduzem previsão para a inflação brasileira neste ano, mas aumentam para 2027 e 2028


Os economistas reduziram pela quarta semana consecutiva a previsão para a inflação brasileira em 2026, mas elevaram as estimativas para os anos seguintes. As projeções constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central.

Segundo o levantamento, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar este ano em 5,12%, uma redução de 0,03 ponto percentual em relação à semana anterior. Apesar da queda, a expectativa ainda permanece acima do teto da meta de inflação, definida em 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para 2027, a previsão de inflação subiu de 4,20% para 4,22%, enquanto para 2028 passou de 3,78% para 3,80%. A estimativa para 2029 foi mantida em 3,5%.

O mercado também revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2027, que caiu de 1,65% para 1,60%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 1,99% pela quarta semana seguida.

As projeções para a taxa Selic e para o dólar neste ano foram mantidas. Os analistas seguem estimando juros básicos em 14% ao ano e câmbio de R$ 5,20 por dólar. Para 2027, a previsão do dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29, enquanto para 2029 caiu de R$ 5,40 para R$ 5,37.

No mercado financeiro, investidores estrangeiros voltaram a colocar recursos na Bolsa brasileira em julho, após dois meses consecutivos de retiradas. Na primeira metade do mês, o saldo líquido de investimentos externos na B3 ficou positivo em R$ 2,351 bilhões.

Segundo analistas, parte desse movimento representa uma recomposição após a saída de R$ 7,785 bilhões registrada em junho, além de refletir uma percepção mais favorável sobre a economia brasileira, com expectativa de desaceleração da atividade e continuidade da redução dos juros.

A inflação de junho, que veio abaixo das expectativas, também reforçou a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de agosto, cenário considerado positivo para o mercado de ações.

Fonte: Jornal O Sul