Economia brasileira perde fôlego, e o governo aciona estímulos pré-eleitorais
A economia brasileira começou a mostrar sinais de desaceleração no segundo trimestre de 2026 após o crescimento de 1,1% do PIB nos três primeiros meses do ano. Apesar disso, economistas avaliam que a perda de ritmo tende a ocorrer de forma gradual, sem uma queda brusca da atividade econômica.
Analistas apontam que os juros elevados continuam sendo o principal fator de freio para o crescimento. Mesmo com o início do ciclo de redução da taxa Selic pelo Banco Central, os juros permanecem em patamar elevado, atualmente em 14,25% ao ano, o que encarece o crédito para empresas e consumidores.
Ao mesmo tempo, medidas adotadas pelo governo federal têm ajudado a reduzir os efeitos dessa desaceleração. Levantamento divulgado pela imprensa aponta que os estímulos econômicos anunciados ao longo do ano somam mais de R$ 180 bilhões, incluindo linhas de crédito, subsídios, incentivos fiscais e programas de financiamento.
Mais recentemente, o governo anunciou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Os recursos serão destinados principalmente a setores impactados pelas medidas comerciais e por conflitos internacionais.
Indicadores recentes reforçam a percepção de crescimento mais moderado. Em maio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou alta de apenas 0,1% em relação a abril. Já os dados do IBGE mostraram estabilidade ou pequenas variações em setores importantes da economia:
Comércio varejista: +0,1%;
Produção industrial: -0,2%;
Serviços: -0,4%.
Apesar desse cenário, especialistas destacam que o mercado de trabalho aquecido e os programas de estímulo do governo continuam sustentando parte da atividade econômica, evitando uma desaceleração mais intensa.
As projeções para o PIB do segundo trimestre variam entre 0,4% e 0,7% de crescimento na comparação com os três primeiros meses do ano. Já para o resultado de 2026 como um todo, as estimativas permanecem próximas de 2%.
Enquanto alguns economistas consideram que os estímulos ajudam a suavizar a perda de ritmo da economia, outros alertam para possíveis impactos futuros nas contas públicas, devido ao aumento dos gastos e incentivos concedidos pelo governo.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro e deverá indicar com mais precisão a intensidade da desaceleração observada nos indicadores econômicos recentes.
Fonte: Jornal O Sul.
