Brasil apreende 100 mil armas por ano, mas fluxo do crime muda, diz análise
O mercado ilegal de armas no Brasil continua em expansão e apresenta uma mudança no perfil dos armamentos utilizados pelo crime organizado, segundo análise do Instituto Sou da Paz baseada em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Em 2025, foram apreendidas 107.746 armas de fogo no país, o segundo maior volume registrado entre 2021 e 2025. O estudo destaca que o Brasil está entre os países que mais apreendem armas ilegais no mundo e que esses armamentos são responsáveis por mais de 70% dos homicídios registrados no país.
A pesquisa aponta crescimento na circulação de armas de maior poder de fogo. Enquanto a participação dos revólveres nas apreensões diminuiu, pistolas e fuzis ganharam espaço, indicando uma mudança no arsenal utilizado por organizações criminosas.
Outro destaque é a alteração na origem das armas. Segundo o levantamento, o mercado legal brasileiro passou a ser a principal fonte de abastecimento do crime organizado, por meio de desvios envolvendo compras por terceiros, furtos e roubos de armas de CACs, empresas de segurança privada e até armamentos sob custódia do Estado.
O estudo também mostra uma mudança geográfica nas apreensões. O Nordeste ampliou sua participação no total nacional, movimento associado à expansão de facções criminosas e às disputas por território na região.
Além disso, os pesquisadores alertam para o avanço da fabricação clandestina de armamentos no Brasil, incluindo a produção de submetralhadoras e fuzis sem identificação de origem, indicando maior sofisticação do mercado ilegal de armas.
Fonte: Jornal O Sul.
Em 2025, foram apreendidas 107.746 armas de fogo no país, o segundo maior volume registrado entre 2021 e 2025. O estudo destaca que o Brasil está entre os países que mais apreendem armas ilegais no mundo e que esses armamentos são responsáveis por mais de 70% dos homicídios registrados no país.
A pesquisa aponta crescimento na circulação de armas de maior poder de fogo. Enquanto a participação dos revólveres nas apreensões diminuiu, pistolas e fuzis ganharam espaço, indicando uma mudança no arsenal utilizado por organizações criminosas.
Outro destaque é a alteração na origem das armas. Segundo o levantamento, o mercado legal brasileiro passou a ser a principal fonte de abastecimento do crime organizado, por meio de desvios envolvendo compras por terceiros, furtos e roubos de armas de CACs, empresas de segurança privada e até armamentos sob custódia do Estado.
O estudo também mostra uma mudança geográfica nas apreensões. O Nordeste ampliou sua participação no total nacional, movimento associado à expansão de facções criminosas e às disputas por território na região.
Além disso, os pesquisadores alertam para o avanço da fabricação clandestina de armamentos no Brasil, incluindo a produção de submetralhadoras e fuzis sem identificação de origem, indicando maior sofisticação do mercado ilegal de armas.
Fonte: Jornal O Sul.
