Trump afirma já ter assinado o acordo com o Irã, e texto será divulgado em cerimônia nesta sexta
Os Estados Unidos e o Irã assinaram um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, segundo uma fonte do governo norte-americano ouvida pela agência Reuters. O conflito, que durou mais de três meses, teve seu fim anunciado oficialmente no último domingo (14).
De acordo com a fonte, o documento foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo vice-presidente J.D. Vance, além do presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Qalibaf, que liderou a delegação de negociadores do Irã.
Ainda não há confirmação oficial sobre a forma da assinatura. Segundo declarações do vice-presidente norte-americano à emissora NBC News, o acordo teria sido firmado eletronicamente. Uma cerimônia presencial está marcada para a próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, embora os participantes ainda não tenham sido confirmados.
Entre os pontos centrais do acordo está a situação do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás. Em entrevista ao jornal The New York Times, Trump afirmou que o tratado prevê a ausência de pedágios para embarcações que cruzem a região.
No entanto, o governo iraniano informou nesta segunda-feira (15) que passará a cobrar “taxas de serviço marítimo” de navios que utilizarem a via. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, as cobranças não serão consideradas pedágios, mas sim tarifas relacionadas a serviços de navegação, proteção ambiental, seguros e outras operações.
O Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio global: cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo passam pela rota. Como o Irã controla grande parte da área, a segurança e as regras de navegação no local têm impacto direto sobre os mercados internacionais de energia.
A assinatura do acordo foi mediada pelo Paquistão, que atuou nas negociações entre os dois países ao longo dos últimos meses. A expectativa agora é de que os próximos 60 dias sejam dedicados à implementação das medidas previstas no tratado e à redução das tensões na região.
Fonte: Jornal O Sul
