Justiça Eleitoral quer contratar inteligência cibernética e põe na lista empresa de Israel alvo da Polícia Federal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai contratar uma empresa especializada em monitoramento de redes sociais, inteligência digital e prevenção de ameaças cibernéticas. O objetivo é identificar riscos à segurança institucional, combater a desinformação e acompanhar possíveis ameaças contra autoridades da Justiça Eleitoral.

A Corte estima gastar R$ 648 mil por ano, podendo chegar a R$ 3,2 milhões em um contrato de até cinco anos. Entre as atribuições da empresa vencedora estarão o monitoramento de conteúdos públicos na internet, apoio na remoção de sites e aplicativos falsos relacionados ao TSE e a identificação de possíveis ataques digitais.

Segundo o tribunal, o trabalho será realizado apenas com informações públicas, sem acesso a dados sigilosos de eleitores. Especialistas, porém, alertam para a necessidade de mecanismos adicionais de proteção à privacidade e aos dados pessoais.

A licitação está marcada para o dia 15 e faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança digital da Justiça Eleitoral.

Fonte: Jornal O Sul