Compra de carro zero quilômetro: programa do governo deve elevar vendas em 15%, mas aprovação de crédito é desafio


Com mais de 600 mil inscritos, o governo federal começou a liberar o crédito do programa Move Brasil, voltado a taxistas e motoristas de aplicativo para a compra de veículos zero quilômetro. Segundo estimativas da Bright Consulting, o programa pode impulsionar as vendas de carros leves em até 15%, caso os consumidores consigam atender aos critérios exigidos.

Ao todo, 11 montadoras e 42 modelos estão habilitados na iniciativa. O governo destinou R$ 30 bilhões em crédito, repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, com operação feita por bancos e instituições financeiras, que serão responsáveis pela análise e liberação do financiamento. O valor máximo dos veículos é de R$ 150 mil.

Especialistas apontam que o principal desafio do programa será a aprovação de crédito dos interessados, mais do que as condições de juros. Caso a execução funcione como esperado, a estimativa é de até 180 mil veículos vendidos nos próximos 12 meses.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que o programa pode influenciar positivamente o mercado e até elevar sua projeção de vendas, que no início do ano previa crescimento de 2,8% no segmento de veículos leves. Entre janeiro e maio, o setor já registrou alta de 18,2% em relação ao ano anterior.

As taxas de financiamento são de 0,99% ao mês para homens e 0,91% para mulheres, com prazo de até 72 meses e possibilidade de carência de até seis meses. O programa inclui veículos flex, híbridos flex, elétricos e movidos exclusivamente a etanol, enquanto modelos a gasolina e diesel ficaram de fora.

Entre os modelos elegíveis estão carros como BYD Dolphin, Chevrolet Onix, Volkswagen Polo, Honda City, Hyundai HB20, Renault Kwid, entre outros de diversas montadoras.

Analistas avaliam que o programa pode acelerar a renovação da frota, reduzir emissões e estimular a modernização dos veículos utilizados por profissionais de transporte. Com informações do portal Extra.

Fonte: Jornal O Sul