Colheita de café da Cooxupé avança para 20,1% da área, com atraso em meio a chuvas
Na semana anterior, a Cooxupé havia informado que o indicador de colheita (15,8%) já apontava atraso, após tempo chuvoso no período anterior.
Consultada, a cooperativa afirmou que as precipitações atingem as áreas produtoras nesta quarta-feira, o que "atrapalha o andamento da colheita".
As chuvas atípicas para a época, associadas à formação do fenômeno climático El Niño, também podem prejudicar a qualidade do grão se as precipitações forem excessivas, além de atrapalhar a secagem do produto recém-colhido.
O Brasil está no meio de uma colheita que deve ser recorde em 2026. De acordo com a estatal Conab, o maior produtor e exportador global deverá ampliar a safra em 18% em relação ao ciclo passado, pela bienalidade positiva do café arábica, pela entrada de novos cafezais em produção após preços recordes e pelas condições climáticas durante as floradas e formação dos grãos.
A Cooxupé, que previu anteriormente aumento de quase 12% nos recebimentos de café em 2026, para 6,8 milhões de sacas de 60 kg, indicou nesta quarta-feira atraso de cerca de 4 pontos percentuais na colheita de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Na comparação com 2024, o atraso é de aproximadamente 14 pontos percentuais. O nível da colheita atual só está mais alto, em relação aos últimos anos, na comparação com os 19,2% registrados na mesma época de 2022.
Entre as regiões, a colheita havia atingido 24,5% no Sul de Minas, principal região produtora; Cerrado Mineiro, 11,7%; Matas de Minas, 25%; e São Paulo, 23,9%.
(Por Roberto Samora, Letícia Fucuchima e Isabel TelesEdição de Camila Moreira)