China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos Estados Unidos
Uma investigação comercial dos EUA concluiu que esses países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs, na noite de terça-feira (2), a aplicação de tarifas adicionais sobre todos os produtos dessas nações.
Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington. “Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.
O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação para os países que teriam se omitido no combate ao trabalho forçado:
– 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ao trabalho forçado ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: integrantes da União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
– 12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.
Fonte: Jornal O Sul
