Brasil está entre os maiores responsáveis pela expansão da oferta de petróleo
O Brasil deverá desempenhar um papel de destaque no crescimento da oferta mundial de petróleo nas próximas décadas, segundo o relatório Perspectivas Mundiais de Petróleo 2026 (WOO), divulgado pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
De acordo com o estudo, o país está entre os principais impulsionadores da expansão da produção fora da Declaração de Cooperação (DoC), grupo formado pelos membros da Opep e seus aliados. Ao lado de Catar, Argentina e Canadá, o Brasil aparece como uma das principais fontes de aumento da oferta global de petróleo.
A Opep estima que a produção de líquidos dos países fora da DoC crescerá cerca de 4,1 milhões de barris por dia até 2030, alcançando 58,2 milhões de barris diários. Grande parte desse avanço será sustentada pelos investimentos em novos projetos no Brasil, além da expansão de outros produtores estratégicos.
O relatório também aponta uma mudança importante no cenário energético internacional. A organização revisou para baixo as perspectivas de crescimento da produção de petróleo de xisto nos Estados Unidos, avaliando que o setor pode atingir seu pico já em 2025. Na edição anterior do estudo, a expectativa era de expansão contínua até o fim da década.
Com isso, o protagonismo norte-americano na ampliação da oferta global perde força, enquanto países como o Brasil ganham relevância. Segundo a Opep, a produção brasileira continuará avançando graças ao desenvolvimento dos campos do pré-sal e à entrada em operação de novas plataformas em águas ultraprofundas.
A projeção indica que a produção de petróleo bruto do Brasil deverá passar de 3,7 milhões de barris por dia em 2025 para 4,4 milhões em 2030. No longo prazo, a oferta total de líquidos poderá atingir aproximadamente 5,8 milhões de barris diários no início da década de 2040, antes de recuar levemente para 5,6 milhões em 2050.
O relatório destaca ainda o papel crescente da América Latina no abastecimento energético mundial. A região deverá responder por quase 75% da expansão líquida da oferta entre os produtores fora da DoC até 2050, com Brasil e Argentina liderando esse movimento.
Fonte: Jornal O Sul
