Segunda fase de operação mira esquema de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis
Durante a ação, batizada de Fluxo Oculto, foram cumpridos cerca de 60 mandados de busca e apreensão em cinco Estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos, estão instituições financeiras sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista, principal centro financeiro do País.
Esta fase da operação tem como foco revelar que, mesmo após a deflagração da Carbono Oculto, em agosto de 2025, os integrantes do esquema criminoso continuaram agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos. Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e “laranjas”.
O PCC aparece na investigação como beneficiário indireto das movimentações financeiras. A apuração aponta que o esquema, liderado por Mohamad Hussein Mourad (o “Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (o “Beto Louco”), manteve a lavagem de dinheiro por meio de fintechs, alterando empresas e quadros societários para continuar ocultando patrimônio da adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. Os dois estão foragidos desde agosto do ano passado.
Fintechs
A descoberta de seis novas fintechs que atuavam como braços financeiros do PCC foram a premissa da Operação Fluxo Oculto, a segunda fase da Operação Carbono Oculto. De acordo com as investigações, o esquema teria movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Por meio de contas-bolsão, blindagem patrimonial e depósitos em espécie, a facção se empoderou ao ampliar suas ramificações.
Fonte: Jornal O Sul
