Pesquisa Quaest diz que caiu para 68% o número de brasileiros a favor do fim da escala 6×1 na jornada de trabalho
A pesquisa Quaest aponta que a maioria dos brasileiros continua favorável ao fim da escala 6×1, embora o apoio tenha oscilado nos últimos levantamentos. Segundo os dados divulgados, 68% dos entrevistados apoiam a proposta, enquanto 22% se posicionam contra. O tema vem ganhando espaço no debate nacional e está em análise no Congresso, por meio de propostas que discutem redução da jornada de trabalho e mudanças na escala semanal.
O levantamento também mostrou que o apoio muda conforme perfil político, renda, região e posicionamento ideológico. Entre os entrevistados que se identificam como lulistas, 76% apoiam o fim da escala, enquanto entre bolsonaristas o apoio cai para 44%. Entre pessoas que se classificam como independentes, 70% se mostraram favoráveis.
Regionalmente, o Nordeste apresentou o maior índice de apoio, com 72% favoráveis. No Sudeste, o índice foi de 66%; no Sul, 63%; e nas regiões Norte/Centro-Oeste, 66%.
A renda familiar também influencia a percepção. Entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, 70% apoiam a mudança. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, o apoio caiu para 62%, enquanto a oposição subiu para 30%.
Outro dado relevante é o nível de interesse no tema: 43% disseram acompanhar de perto a discussão, 29% afirmaram acompanhar pouco e 27% disseram não acompanhar o debate.
Por outro lado, a opinião muda quando a possibilidade de redução salarial é incluída no cenário. Quando questionados sobre o fim da escala 6×1 caso a mudança viesse acompanhada de diminuição dos salários:
56% disseram ser contra;
39% afirmaram ser favoráveis;
1% respondeu não ser nem a favor nem contra;
4% não souberam responder.
Os dados sugerem que existe apoio amplo à redução da jornada de trabalho, mas também uma preocupação significativa em preservar a renda dos trabalhadores. Atualmente, a proposta em discussão no Congresso prevê redução da carga semanal para 40 horas sem redução salarial.
Fonte: Jornal O Sul
