Países do G7 “não têm tempo a perder” para reduzir dependência de terras raras, diz ministro da Alemanha


Por Maria Martinez

PARIS, 18 Mai (Reuters) - Os países do G7 têm alguns caminhos a escolher em sua iniciativa para reduzir a dependência de terras raras, mas não têm tempo a perder, disse o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, nesta segunda-feira.

Os governos do G7 estão tentando coordenar esforços para reduzir sua dependência de minerais críticos e terras raras da China, que dominam as cadeias de suprimentos elétricas para tecnologias como veículos elétricos, energia renovável e sistemas de defesa.

“Não devemos cair em um tom de consentimento”, disse Klingbeil a jornalistas durante a cúpula de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países do G7, em Paris.

"Em vez disso, temos que trabalhar nossos pontos fortes."

Para Klingbeil, os países do G7 devem melhorar as aquisições e analisar onde a produção pode ser expandida. Ele também propôs cotas de reciclagem, estabelecendo metas ou requisitos para recuperar e reutilizar uma parcela de materiais-primas essenciais como as terras raras.

“Portanto, as propostas estão todas sobre a mesa e não temos tempo a perder”, disse Klingbeil.

Ele argumentou que a guerra do Irã expôs a dependência dos países do G7 em relação aos combustíveis fósseis, assim como a guerra na Ucrânia expôs a dependência da Alemanha do gás russo.

“Temos que ter muito cuidado para não cairmos na próxima dependência, na qual, para sermos honestos, já estamos”, disse.

(Reportagem de Maria Martinez)