Ministério da Fazenda altera projeção de alta da inflação pelo IPCA em 2026 de 3,7% para 4,5%
Mesmo com a pressão inflacionária maior, o Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento do PIB em 2,3% no próximo ano.
Segundo o Boletim Macrofiscal divulgado pela equipe econômica, o avanço nos preços do petróleo e das commodities energéticas, impulsionado pela guerra no Irã, passou a pressionar diretamente as expectativas para a inflação no Brasil.
O governo também levou em consideração fatores como a alta dos juros, o comportamento do dólar e os resultados recentes do IPCA, que vieram acima das projeções anteriores.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, os combustíveis acumulam alta significativa no país, aumentando os impactos sobre alimentos, indústria e outros setores da economia.
Apesar da revisão, o governo afirma que a inflação segue oficialmente dentro da meta, que possui margem de tolerância de até 4,5%.
Para os próximos anos, a equipe econômica mantém expectativa de crescimento sustentado principalmente pelos setores de indústria e serviços, enquanto a agropecuária deve desacelerar.
O Banco Central também segue monitorando os impactos do cenário internacional sobre a inflação e os juros no Brasil, especialmente após os reflexos econômicos provocados pela guerra no Oriente Médio. Com informações da revista Exame.
Fonte: Jornal O Sul
