Itaú BBA reduz previsão de exportação de milho do Brasil por competição com EUA e Argentina
“Além disso, o fortalecimento do prejuízo real ainda mais a competitividade do milho brasileiro”, acrescentou o relatório do banco de investimento, que colocou a exportação do Brasil em 40 milhões de toneladas, contra 44 milhões na estimativa anterior.
Na temporada passada, o segundo exportador global -- atrás dos EUA e à frente da Argentina -- embarcou 41,6 milhões de toneladas de milho, segundo o Itaú BBA.
O banco também afirmou que a oferta brasileira será menor do que a esperada, devido aos ajustes negativos na segunda safra, que respondem pela maior parte da produção de milho do Brasil.
“No interno, a leitura ainda é de boa oferta e estoques relativamente confortáveis, mas isso não elimina a sensibilidade a novas revisões de safra”, ponderou o Itaú BBA.
“Se a quebra da segunda safra ganhar intensidade, o mercado tende a manter estímulos de preço para reter milho no mercado doméstico, penalizando ainda mais as exportações.”
A segunda safra está agora estimada em 110 milhões de toneladas, e um total em 138 milhões de toneladas, queda anual de 2%, segundo o relatório, que não trouxe variações anteriores para a colheita.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)