Dívida pública dos Estados Unidos ultrapassa o tamanho da economia do país


A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou o tamanho da economia do país e já supera os US$ 31 trilhões, segundo novos dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis.

De acordo com a estimativa preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre de 2026, a economia americana somou US$ 31,22 trilhões entre abril de 2025 e março de 2026. No mesmo período, a dívida em poder do público chegou a US$ 31,27 trilhões, o equivalente a 100,2% do PIB.

Esse patamar está bem acima da média histórica, alerta o Committee for a Responsible Federal Budget, (Comitê para um Orçamento Federal Responsável, CRFB). Fora um breve período no início da pandemia de Covid-19, quando o PIB caiu temporariamente, a dívida só havia superado o tamanho da economia por dois anos, no fim da Segunda Guerra Mundial. Nas duas décadas seguintes, essa relação caiu para cerca de 34%.

Atualmente, a projeção é que a dívida alcance 125% do PIB até 2036. Uma reportagem do The Wall Street Journal destaca que o endividamento deve continuar crescendo, já que o governo gasta cerca de US$ 1,33 para cada dólar arrecadado.

Para Maya MacGuineas, presidente do CRFB, o cenário é preocupante.

“Ouvimos muitos alertas nos últimos anos sobre o rumo fiscal, mas este soa especialmente alto. A questão é saber se os líderes em Washington vão ouvir”, afirmou.

“Com a dívida agora acima de 100% do PIB, é apenas uma questão de tempo até ultrapassarmos o recorde histórico de 106% alcançado imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Desta vez, o endividamento não decorre de um conflito global sísmico, mas sim de uma total abdicação bipartidária de tomar decisões difíceis. Quanto mais permitirmos que nossa dívida cresça, mais corroemos nossa própria prosperidade e a das gerações futuras”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, em comunicado.

Na semana passada, a Fitch Ratings alertou que a nota de crédito dos EUA está sob pressão diante de um “déficit em expansão”, que mantém o endividamento do país “muito acima” do observado em outras economias com classificação AA.

A agência rebaixou os EUA em agosto de 2023 para AA+, citando o impasse recorrente em torno do teto da dívida. No relatório mais recente, a Fitch também apontou a

Fonte: Jornal O Sul