Congelamento de despesas do governo permitirá acelerar a redução da fila do INSS em ano eleitoral; hoje, há 2,3 milhões de pedidos pendentes
O governo federal anunciou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 devido ao aumento das despesas com benefícios previdenciários e assistenciais. A medida busca manter o cumprimento das regras fiscais e abrir espaço para acelerar a redução da fila do INSS, que chegou a 3,12 milhões de pedidos em fevereiro e caiu para cerca de 2,3 milhões neste mês.
Mesmo com aumento de R$ 4,4 bilhões na arrecadação, impulsionado pelo preço do petróleo, o limite de gastos do arcabouço fiscal impediu o uso desses recursos. O bloqueio atingirá despesas de custeio, investimentos, obras, compra de equipamentos e parte das emendas parlamentares.
O congelamento se soma aos R$ 1,6 bilhão bloqueados em março, elevando a contenção total para R$ 23,7 bilhões. Segundo o governo, cerca de 20% do valor bloqueado virá das emendas parlamentares.
Entre os principais fatores que elevaram as despesas estão:
• Benefícios previdenciários: aumento de R$ 11,5 bilhões;
• BPC (Benefício de Prestação Continuada): aumento de R$ 14,1 bilhões;
• Renovação do bônus para servidores e peritos do INSS, estimado em R$ 300 milhões, para acelerar análises.
Por outro lado, a previsão de gastos com folha de pagamento caiu R$ 3,8 bilhões, ajudando a reduzir o tamanho do bloqueio. O governo também informou que não prevê reajuste no Bolsa Família.
Fonte: Jornal O Sul
