Dívida pública do Brasil tem alta em fevereiro e chega a 79,2% do PIB, segundo o Banco Central
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 0,5 ponto percentual em fevereiro, para 79,2%, informou o Banco Central nessa terça-feira (31). Este é o maior patamar desde outubro de 2021.
No mês, o setor público registrou um resultado negativo de R$ 16,39 bilhões, abaixo do déficit de R$ 25 bilhões previsto por economistas em pesquisa da agência de notícias Reuters. Em fevereiro de 2025, o déficit era de R$ 18,97 bilhões.
A alta da dívida no mês refletiu a apropriação de juros, no valor de R$ 84,2 bilhões. No mês, o resultado nominal do governo, que inclui as despesas com juros, foi deficitário em R$ 100,59 bilhões.
No acumulado em 12 meses, o saldo primário foi negativo em R$ 52,84 bilhões, o equivalente a 0,41% do PIB.
Déficit primário
Pressionado pelo Programa Pé-de-Meia e pelos reajustes ao funcionalismo público, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – teve déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro.
O resultado foi divulgado na segunda-feira (30) pelo Tesouro Nacional.
O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública. Apesar do saldo negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o rombo foi maior: R$ 31,598 bilhões.
O desempenho também veio melhor que o esperado pelo mercado, indicando algum alívio nas contas públicas no curto prazo. A pesquisa Prisma Fiscal, sondagem com instituições financeiras divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, estimava resultado negativo de R$ 34,3 bilhões.
O resultado reflete aumento das receitas, impulsionado pela arrecadação de tributos, mas também crescimento das despesas, especialmente em áreas como Previdência, pessoal e programas sociais.
No acumulado do ano, o governo ainda mantém superávit, graças ao resultado positivo de janeiro, o que ajuda a equilibrar parcialmente as contas. As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Brasil.
Fonte: Jornal O Sul
