Com alta do combustível da aviação, governo avalia medidas para reduzir impacto sobre o preço das passagens aéreas

 


Diante da escalada do preço do querosene de aviação, associada à guerra no Oriente Médio, o governo federal estuda medidas para conter o impacto nas passagens aéreas. Nessa quarta-feira (1º), a Petrobras elevou em mais de 50% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após esse aumento anunciado pela Petrobras.

Segundo a Abear, o reajuste do combustível da aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar, por ora, aumento nos preços das passagens.

“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, acrescentou a entidade.

Propostas em estudo

O Ministério de Portos e Aeroportos enviou uma proposta ao Ministério da Fazenda com sugestões para reduzir a pressão sobre o setor aéreo.

O documento, que foi elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), traz algumas sugestões, tais como:

– redução temporária de tributos incidentes sobre o querosene de aviação (QAv);

– redução do IOF sobre operações financeiras das empresas aéreas;

– redução do Imposto de Renda sobre operações de leasing de aeronaves.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, as medidas preservariam a competitividade das empresas, evitariam repasses excessivos ao consumidor e manteriam ativa a conectividade aérea do país.

Outra medida em estudo é a criação de uma nova linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para compra de QAV. A medida seria em caráter temporário.

O que diz a área econômica

Questionado pelo portal de notícias g1, o Ministério da Fazenda informou que acompanha de “forma permanente a evolução do cenário internacional, incluindo os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a economia brasileira”.

“A pasta mantém monitoramento contínuo de variáveis relevantes, a fim de avaliar eventuais efeitos sobre o Brasil. Sendo assim, ressalta que eventuais medidas serão analisadas com responsabilidade, à luz das evidências, e sempre em conformidade com os marcos fiscais vigentes”, acrescentou a Fazenda.

Fonte: Jornal O Sul