Açúcar deixa o mínimo com os comerciantes avaliando uma oferta mais restrita
Os preços mais fracos do complexo energético são baixistas para o açúcar, pois podem levar as usinas a usar a cana para produzir mais adoçante e menos etanol.
Os preços do petróleo caíram nesta terça com sinais de possíveis negociações para pôr fim ao conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irã, o que aliviou os temores quanto à oferta.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou em alta de 1,5%, a 13,88 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido seu menor valor desde o início de março, 13,56 centavos.
* Os comerciantes disseram que o fluxo do comércio local continua abundante no momento, o que está pesando sobre o açúcar.
* Contra isso, entretanto, espera-se um aperto na próxima temporada, em parte devido à previsão de que as características climáticas do El Niño se desenvolverão a partir de meados do ano.
* O segundo maior produtor de açúcar do mundo, a Índia, provavelmente terá chuvas de monções abaixo da média deste ano, com o desenvolvimento do El Niño, informou o governo na segunda-feira.
* Enquanto isso, na França, o Ministério da Agricultura espera que a área plantada de beterraba açucareira deste ano caia 4,6% em relação ao ano anterior, trazendo uma oferta mais estimulante quando a safra para colhida na próxima temporada.
* O açúcar branco apresentou uma recuperação mais forte no meio da sessão e fechou em alta de 3,2%, a US$ 424,20 por tonelada métrica, tendo atingido anteriormente seu valor mais baixo desde o início de março.
CACAU
*O cacau em Londres subiu 6,8%, fechando em 2.649 libras por tonelada.
* O cacau de Nova York faturou 8,4%, para US$ 3,646 a tonelada.
* Os negociantes observaram dados positivos sobre a moagem de cacau proveniente da Malásia, onde o processamento aumentou 15% no primeiro trimestre em comparação com o trimestre anterior.
* O cacau tem oscilado bastante desde o início de março, e o mercado está acompanhando atentamente os próximos relatórios de moagem.
CAFÉ
* O café arábica subiu 1,35 centavo, ou 0,5%, a US$ 2,976 por libra-peso, depois de ter atingido um mínimo de um mês na semana passada.
* A nova safra de café do Brasil, cuja colheita está começando, foi revisada para cima na terça-feira em 4,65 milhões de sacas de 60 kg, para um recorde de 75,65 milhões de sacas, uma vez que o clima favorável este ano melhorou a produtividade, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.
* O café robusta subiu 3%, para US$ 3,351 por tonelada, tendo atingido na semana passada seu valor mais baixo desde julho passado.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)