StoneX reduz em 70% previsão de excedente global de açúcar para 2025/26
Por Oliver Griffin
SÃO PAULO, 11 Mar (Reuters) - A corretora StoneX reduziu nesta quarta-feira sua previsão de excedente global de açúcar na safra 2025/26 para apenas 870 mil toneladas, citando uma perspectiva menor para a produção na Índia.
No relatório de janeiro, a StoneX havia previsto um excedente de 2,9 milhões de toneladas para o ciclo global anual, que vai de outubro a setembro.
A corretora reduziu a estimativa devido a um corte na perspectiva de produção de açúcar na Índia, agora vista em 29,7 milhões de toneladas, ante 32,3 milhões de toneladas previstas anteriormente.
O corte na previsão de excedente pela StoneX pode trazer alívio para os produtores de cana-de-açúcar e usinas de açúcar que têm enfrentado dificuldades durante um período prolongado de preços historicamente baixos.
Os Estados do sul da Índia, Maharashtra e Karnataka, apresentaram problemas como floração prematura durante os meses de pico da colheita, enquanto Uttar Pradesh registrou queda na produtividade da cana, afirmou a StoneX no novo relatório.
O Brasil, maior produtor mundial de açúcar, deverá atingir a marca de 40,5 milhões de toneladas no centro-sul, principal região produtora, cuja safra se estende de abril a março e tem apenas algumas semanas restantes.
A produção de açúcar no centro-sul do Brasil na temporada 2026/27, que começa no próximo mês, deverá permanecer estável, mesmo com o aumento de 1,7% na moagem da cana-de-açúcar, para 620,5 milhões de toneladas, segundo a previsão da StoneX. A corretora acrescentou que a produção de etanol de cana provavelmente aumentará para 25,9 bilhões de litros em meio aos baixos preços do açúcar.
Ao mesmo tempo, a StoneX agora prevê que a produção de etanol de milho no centro-sul brasileiro aumentará em mais de um quinto, para 11,3 bilhões de litros. O volume, acima dos 11 bilhões de litros previstos em janeiro, reflete a entrada de novas usinas, informou a corretora.
Como resultado, a StoneX prevê que a produção total de etanol no centro-sul do Brasil no ciclo 2026/27 atinja o recorde de 37,2 bilhões de litros.
(Por Oliver Griffin)