Forças do Irã “aguardam” invasão terrestre dos Estados Unidos, diz o Parlamento iraniano
O presidente do parlamento iraniano afirmou que as forças do país estão “aguardando” tropas americanas, acusando os Estados Unidos de “planejarem secretamente uma invasão terrestre” enquanto, publicamente, mantêm discursos favoráveis à negociação. As declarações reforçam o tom de confronto adotado por autoridades iranianas em meio à escalada das tensões militares na região.
Em pronunciamento realizado no 30º dia da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que se tornou uma das vozes mais proeminentes dentro do país, afirmou que a oferta de diálogo por parte de Washington não seria um gesto genuíno de distensão, mas sim uma tentativa de alcançar por vias diplomáticas objetivos que não foram atingidos no campo de batalha. Segundo ele, os norte-americanos estariam buscando reorganizar suas estratégias diante das dificuldades enfrentadas no conflito.
“O inimigo envia mensagens públicas de negociação enquanto planeja secretamente uma invasão terrestre – sem saber que nossos homens estão esperando que as tropas americanas entrem em território inimigo, prontas para causar devastação e punir permanentemente seus aliados regionais”, disse Ghalibaf, em uma fala marcada por tom de advertência e desafio direto às forças adversárias.
Ao aprofundar suas críticas, o líder iraniano também afirmou: “Os Estados Unidos falam de suas aspirações, apresentando o que não conseguiram alcançar na guerra como uma lista de 15 pontos a serem perseguidos por meio da diplomacia”. A declaração sugere que, na avaliação de Teerã, as propostas diplomáticas apresentadas por Washington estariam alinhadas a interesses estratégicos já demonstrados anteriormente por meio de ações militares.
Em uma nova mensagem de enfrentamento, Ghalibaf reforçou a posição do país ao afirmar: “Enquanto os americanos exigirem a rendição do Irã, a resposta de seus filhos permanece clara: ‘Longe de nós aceitar a humilhação'”. A frase evidencia a resistência iraniana diante de qualquer possibilidade de capitulação, reiterando a disposição de manter a postura firme frente às pressões externas.
As declarações ocorrem em um momento em que esforços diplomáticos paralelos tentam conter a ampliação do conflito. O Paquistão sedia, nesta data, discussões entre ministros das Relações Exteriores da Turquia, Egito e Arábia Saudita, com o objetivo de reduzir a escalada da guerra e buscar caminhos para uma eventual descompressão das tensões regionais.
Apesar dessas iniciativas, movimentações militares continuam sendo registradas. O USS Tripoli – transportando cerca de 3.500 militares americanos – chegou ao Oriente Médio, conforme informado pelo Comando Central dos EUA. O deslocamento ocorre enquanto o Pentágono avalia seus próximos passos, mantendo em aberto diferentes possibilidades de atuação diante da evolução do cenário.
Fonte: Jornal O Sul.
