Eleições 2026: saiba quem são os pré-candidatos à Presidência da República
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi anunciado na segunda-feira (30) como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD. Ele superou uma disputa interna contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O governador do Paraná, Ratinho Junior, outro nome do PSD, desistiu da candidatura na semana passada.
O presidente Lula (PT) é pré-candidato à reeleição. O senador Flávio Bolsonaro (PL) é, no momento, o seu principal oponente, segundo as pesquisas eleitorais mais recentes.
Eles ainda são pré-candidatos porque o registro oficial no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) só será feito em agosto, quando começará a campanha. Antes disso, os pré-candidatos precisam ser aprovados por seus respectivos partidos durante as convenções.
Veja abaixo os nomes que devem estar na disputa:
Lula
O atual presidente vai tentar o seu quarto mandato, algo inédito na história do País. Será a sétima eleição presidencial de Lula. Quando venceu Jair Bolsonaro, em 2022, o petista disse que não tentaria um novo mandato se fosse eleito. Aos poucos, foi mudando o discurso. Disse que poderia ser candidato se estivesse com boa saúde. Em outubro de 2025, afirmou que disputaria a eleição para defender os programas sociais do governo. Lula completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho a disputar uma eleição presidencial no Brasil. As pesquisas mais recentes o colocam em primeiro lugar no primeiro turno e empatado com Flávio Bolsonaro no segundo.
Flávio Bolsonaro
O senador anunciou em dezembro que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para ser o candidato do PL. A decisão frustrou outros nomes que esperavam contar com a bênção do ex-presidente, especialmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As pesquisas eleitorais divulgadas desde então mostram a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome do campo opositor. Ele aparece no segundo lugar em todos os cenários de primeiro turno e em empate técnico com Lula no segundo. Defende a anistia ao pai, que está preso, e aos demais condenados pela tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Ronado Caiado
O governador de Goiás trocou de partido no começo do ano para manter vivo seu projeto presidencial. Saiu do União Brasil e foi para o PSD. Com a desistência de Ratinho, superou Leite e foi o escolhido de Gilberto Kassab, presidente da sigla. Caiado tem 76 anos e é governador de Goiás desde 2019. Também foi senador e deputado federal e disputou a Presidência uma vez, em 1989. Terminou em 10º lugar. Tem 4% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais mais recentes. Ao anunciar sua candidatura, se apresentou como uma alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro, mas defendeu a anistia ao ex-presidente e aos demais condenados pela tentativa de golpe.
Romeu Zema
O governador de Minas Gerais renunciou ao mandato neste mês e pretende disputar a eleição pelo Novo. Ele anunciou ainda em 2025 que seria candidato. Empresário, era novato na política quando chegou ao governo do Estado, em 2018. Venceu logo na primeira eleição, ao derrotar Antonio Anastasia, do PSDB, no segundo turno, com mais de 70% dos votos. Em 2022, foi reeleito em primeiro turno. Aos 61 anos, tenta agora dar um passo maior de olho no Palácio do Planalto. Na pesquisa Quaest de março, registra entre 2% e 3% das intenções de voto.
Renan Santos
Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão, partido que ele dirige e que reúne integrantes do grupo militante surgido após os protestos de junho de 2013. O Missão é o partido mais recente nos registros do TSE, criado em novembro do ano passado. Renan tem 42 anos e disputará sua primeira eleição. A pesquisa Quaest mais recente aponta que ele tem entre 1% e 2% das intenções de voto.
Aldo Rebelo
O ex-deputado é um veterano da política que se tornou crítico da esquerda nos últimos anos. Militou contra a ditadura, integrou o PCdoB por 40 anos, foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro de Lula e Dilma Rousseff. Após se afastar dos comunistas, passou pelo MDB e foi secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo e apoiador de Bolsonaro. Agora, é pré-candidato pelo Democracia Cristã, ex-partido de José Maria Eymael. Na pesquisa Quaest de março, tem entre 1% e 2% das intenções de voto.
Fonte: Jornal O Sul.
