Brent fecha em alta, petróleo dos EUA termina com pequena perda
Por Erwin Seba
HOUSTON, 19 Mar (Reuters) - O petróleo Brent subiu nesta quinta-feira, mas bem longe da máxima registrada durante a sessão, de US$119 por barril, enquanto os futuros do petróleo dos Estados Unidos terminaram com uma pequena perda, horas depois de atingirem um pico de mais de US$100 por barril.
As negociações foram voláteis, já que o Irã atacou alvos energéticos durante a noite no Oriente Médio, levando o governo dos EUA a tomar medidas para expandir a oferta, enquanto o presidente norte-americano Donald Trump olhava para as eleições de meio de mandato de novembro, onde seu Partido Republicano espera manter o controle do Congresso.
Os contratos futuros do Brent fecharam a US$108,65 por barril, com alta de US$1,27, ou 1,18%. No início da sessão, o Brent havia subido mais de US$11, atingindo uma máxima de US$119,13, perto do pico de três anos e meio atingido em 9 de março.
O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou a US$96,14 por barril, com queda de 0,19%. Mais cedo, o WTI subiu quase US$4, sendo negociado a US$100,02. O WTI tem sido negociado com seu maior desconto em relação ao Brent em 11 anos.
Trump está empenhado em combater o aumento dos custos de combustível antes das eleições de novembro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os EUA poderão em breve remover as sanções contra o petróleo iraniano que está retido em navios-tanque, totalizando cerca de 140 milhões de barris.
"Cento e quatorze milhões de barris não é muito, mas é algo que acalma a alta dos preços, pelo menos por um momento", disse John Kilduff, sócio da Again Capital.
Bessent também disse que outra liberação de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA é possível.
"Esse recuo em relação às máximas sugere que o mercado ganhou mais confiança na oferta", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.
Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve as taxas de juros dos EUA estáveis, projetando uma inflação mais alta enquanto os formuladores de políticas observam o impacto da guerra.
(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Shadia Nasralla em Londres, Sam Li e Lewis Jackson em Pequim e Emily Chow em Cingapura)