Bolsonaro deixa UTI e é transferido para quarto, diz G1
23 Mar (Reuters) - O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta nesta segunda-feira da unidade de terapia intensiva, sendo transferido para um quarto do hospital DF Star, em Brasília, informou o site G1.
Segundo a reportagem, a informação foi confirmada pelo dr. Brasil Caiado, médico de Bolsonaro.
Mais cedo, boletim médico sobre o quadro do ex-presidente já dizia que ele poderia deixar a UTI nas 24 horas seguintes.
"Paciente permanece estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências. Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas", afirmava o boletim.
Bolsonaro, que completou 71 anos no sábado, foi internado no dia 13 de março depois de apresentar quadro de febre alta e vômito na prisão em Brasília onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Ele nega que tenha tentado um golpe de Estado.
O ex-presidente foi diagnosticado com uma pneumonia bacteriana provocada por broncoaspiração. Em janeiro, Bolsonaro também foi levado para o hospital depois de sofrer uma queda na sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília onde cumpria pena antes de ser transferido para uma prisão.
A mais recente internação de Bolsonaro levou sua defesa a entrar novamente com um pedido de prisão domiciliar humanitária, citando o estado de saúde do ex-presidente. Nesta segunda, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável à concessão da medida e agora caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir.
Moraes já rejeitou pedidos da defesa de prisão domiciliar para Bolsonaro, mas tem recebido apelos de outros ministros da corte para conceder o benefício, de acordo com fontes.
Bolsonaro passou por uma série de procedimentos médicos em dezembro do ano passado para tratar uma hérnia e crises de soluço. O ex-presidente foi esfaqueado no abdômen durante um evento de campanha em 2018 e tem um histórico de internações e cirurgias relacionadas ao atentado.
(Por Isabel Teles, em São Paulo, e Ricardo Brito, em Brasília).